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domingo, maio 21, 2006
A agricultura e a função do Estado
Presidente de Diretório Acadêmico

Li outro dia no Jornalzinho Esquerdista da Universidade, fonte imparcial e idônea, que os agricutores estavam reclamando das medidas tomadas pelo governo, dizendo que elas não ajudaram tanto o setor quanto eles esperavam. Acho que os agricultores estão certíssimos. Quando se está com problemas, nada mais justo que pedir ajuda a alguém, e o Estado deve estar sempre pronto para ajudar os necessitados. Principalmente no caso dos agricultores brasileiros, que são sempre prejudicados pelo capitalismo selvagem dos EUA e Europa, que concedem subsídios a sua agricultura.

Para exemplificar como deve ser a ação do Estado ideal, vou citar meu caso. Eu sou sustentado pelos meus pais, trabalhadores subordinados ao sistema, que ganham apenas o suficiente para sobreviver porque o fruto de seu trabalho é roubado pela vil burguesia na forma da mais-valia. Mas eu vivo sendo prejudicado por esses cruéis capitalistas, como o dono do bar que fica na frente da faculdade, que utiliza o poder do monopólio para poder praticar preços absurdos, aliado à Ambev, outra empresa monopolista que não dá a mínima para o povo. Com isso, acabo gastando todo o meu dinheiro em poucos dias, e sou obrigado a pedir mais dinheiro aos meus pais. Como bons pais que são, eles me dão mais dinheiro, mesmo que para isso tenham que ficar sem almoçar durante uma ou duas semanas. É assim que o bom Estado deve agir. O Estado deve ser como o pai que só visa o bem estar de seu filho. E como todos somos filhos do Brasil, nada mais correto que o governo brasileiro dê dinheiro para qualquer um que pedir.

É claro que meus pais só me dão dinheiro porque me deram o senso de responsabilidade. Eles sabem que não sou ineficiente no planejamento das minhas finanças, sempre penso exatamente em quanto terei que gastar com comida, contas para pagar e transporte durante o mês. No entanto, o capitalismo sempre acaba criando obstáculos, como uma cervejada ou uma festa. Então preciso realocar recursos para cobrir esses gastos altamente necessários que aparecem sem nenhum aviso. Da mesma forma, os agricultores também sempre planejam corretamente suas ações. Eles visam sempre produzir mais e mais, mesmo que não haja mercado, porque comida nunca é demais. Com tanta gente no mundo passando fome, deixar de produzir comida é até pecado. Pecado não, porque sou ateu e não acredito nessas coisas. Encontrem um vocábulo melhor para substituir esta infeliz palavra que usei.

Dando dinheiro aos agricultores sempre que eles precisam, o Estado está mostrando que acredita no senso de responsabilidade deles. O governo sabe que os pobres homens do campo não têm culpa se uma chuva ou geada estraga toda a sua colheita, na qual eles empregaram todo o dinheiro que possuíam. Essas intempéries são totalmente imprevisíveis, e assim continuarão sendo enquanto a tecnologia de estudos meteorológicos estiver unicamente na mão das elites que só pensam em suas indústrias e esquecem que a agricultura é o caminho para o crescimento de um país.

Dado isto que acabo de apresentar, convoco todos a uma greve geral nas universidades públicas brasileiras e caminharemos todos juntos a Brasília em apoio a nossos companheiros agricultores, protestando por mais dinheiro para o campo e para a Universidade pública, o fim das desigualdades sociais e a luta pela tomada dos meios de previsão do tempo! Avante, companheiros!
Contribuição para a causa às 19:11

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