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A função social deste jornal é analisar criticamente fatos nacionais e internacionais por uma ótica marxista-leninista.
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sábado, setembro 22, 2012
Brasil, essa imensa Gotham City
Ex-universitário Socialmente Consciente

É do conhecimento até do mundo mineral que o jornal Opinião Popular é a única luz no mar de lama dos meios (escusos) de comunicação existentes na face da Terra. Como todos sabemos, ler os grandes jornais equivale a assistir a um time de futebol profissional com muitos jogadores sensacionais, meia banda de pereba, uma comissão técnica pau mandada e um presidente que negocia qualquer resultado pra ganhar ainda mais grana e poder. Sabemos, também, que as cidades estão um caos.

Diante desse quadro alarmante, sabemos que as grandes empreiteiras mandam e desmandam neste país de bananas e tentam sordidamente que acreditemos que está tudo às mil maravilhas, como se o Brasil fosse suas casas: imensos e imponentes espigões em condomínios fechados cercados de seguranças, luxo, riqueza, sexo e poder.

Enquanto isso, o país arde e pega fogo, e as nossas despóticas administrações socialmente inconscientes fecham os seus belos olhos azuis para tudo e para todos, com a anuência servil e perdulária de todos os meios de comunicação, à exceção do ínclito Opinião Popular. O resultado de todo esse cenário deplorável (que me enoja), todos sabemos, é a alienação da classe média.

Claro, ao invés de vociferarem e marcharem contra os tubarões do poder, suando sangue quente através de nossos guerreiros e mágicos “Ocupe A”, “Ocupe B”, etc, a nossa classe média prefere a nefasta política do pão e circo, numa autofagia que me faz lembrar a Roma Antiga dos tempos dos imperadores romanos. Sabemos que a classe média foi a desgraça da Roma de outrora, e que também é a desgraça do Brasil de hoje (ou seria Brazil?).

Vendida e submissa, a classe média, da qual faço parte com muito orgulho e amor, não quer saber de botar a mão na massa e sempre prefere distrações e supérfluos, como assistir a programas pão e circo em suas imponentes televisões Full HD, assistir a filmes comerciais americanos como o do Batman, ir à praia tomar sol e água de coco, utilizar a internet, andar de carro e ler os jornais, com suas notícias sempre barganhadas nas escrivaninhas sórdidas dos donos do poder (o resto são notícias de shows e variedades inúteis).

A nossa odiosa classe média também sempre costuma residir com empáfia e soberba no alto de seus espigões (construídos por quem? pelas empreiteiras!) e assistem costumeiramente a apresentações do conglomerado Cirque du Soleil (exemplo clássico do circo da Roma antiga transplantado aos dias atuais, e que nos encanta!). Mas o que mais afronta a dura e sofrida realidade do nosso Brasil varonil é que a classe média vive sempre e constantemente viajando para a Europa, sob qualquer qualquer pretexto ou desculpa.

Obviamente, fico permanentemente indignado e sobrepujado com o homo alienadus que temos hoje no Brasil. Depois de esmurrar todas as facas possíveis, quem quer fazer diferente não tem espaço. Por isso mesmo, resolvi pegar o avião para desopilar no velho continente europeu, e não fazer nada nas belas paisagens da Île-de-France, a fim de me desintoxicar de todo esse sistema coronelista que perpassa a nossa sociedade-máquina do século XXI.

Aqui, na Cidade luz (Paris, para os que não sabem), posso refletir melhor sobre o quão enojante está a nossa neosociedade tupiniquim e posso escrever muitas cartas para descascar as autoridades nas redes sociais. Aqui, da minha janela onde vejo o Arc de Triomphe de l'Étoile, presto homenagem aos guerreiros companheiros do Opinião Popular, lembrando que foi em Paris que Marx se tornou socialista.

Para refletir sobre a problemática da vida e se encher de cultura, nada melhor do que Paris e todos os seus museus. Por isso mesmo, resolvi assistir ao novo filme do Batman. Durante a sessão, lembrei do ex-presidente Lula, o supremo monarca da nouveau droite brésilien (o príncipe é o coroné Eduardo Campos, do feudo pernambucano - não por acaso, não à toa, e não sem razão, os dois são da mesma gleba).

Pois bem, assim como o lulo-petista Lula disse em 2010 que "a Dilma... me lembra muito o Mandela" (comparações como essa e desse tipo são despropositadas - não concordo), eu acho que as nossas invivíveis cidades cheias de chaminés de fábricas são como a Gotham City das telas da sétima arte, e que nós também temos o nosso Batman! Esse Batman só pode ser uma pessoa: O nosso Marcelo Freixo, única gente boa que merece ser acompanhada nas redes sociais.

Mesmo não conhecendo suas propostas e ideias, o Marcelo Freixo... me lembra muito o Batman, que vai nos salvar de nossas Gothams e abrir os véus coronelescos e neo-oligarcas de nossas cities caóticas aos raios verdejantes da justiça, da felicidade e do amor.


Vejam, senhores, como é o destino: Logo após sair do cinema, pedalando pelos bulevares, ciclovias e ciclofaixas parisienses, me deparei com ninguém mais, ninguém menos que justamente ele: o meu herói-morcego tropical, que estava em Paris, pois se viu forçosamente obrigado a viajar para a Europa por causa das ameaças de morte que recebeu dos coringas, duas-caras, pinguins, mulheres-gato, espantalhos e charadas da vida real (que todos nós conhecemos quem são!). Como eu decidi que ele é o meu Batman, fui até ele e iniciei o diálogo:

- Freixo, nós precisamos de heróis socialmente conscientes como você.

Ao passo que ele me respondeu, com seriedade:

- Ex-universitário, nós precisamos de ex-universitários socialmente conscientes como você.

Após falar isso, o meu justiceiro deu um tapinha nas minhas costas e teve que ir embora continuar suas compras, mas foi uma troca de ideias socialmente conscientes muito produtiva, que tacou fogo e gasolina na minha socialmente consciente cabeça. Isso me fez ter mais certeza de que o Brasil, o país-empreiteira, é de fato uma imensa Gotham City. Entre morcegos, tubarões, cobras, raposas, galinhas e ratos soltos por aí, só podemos ter um conclusão possível: Somos um país de idiotas!!! Acorda Brasil!!!
Contribuição para a causa às 13:17
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terça-feira, setembro 04, 2012
Explicação marxista-operária para o alto preço de veículos auto-motores no Brasil
Operário Sindicalizado

A elite burgoneofascista que infecta o solo em que pisa o proletário brasileiro acaba de descobrir que seu reacionarismo os levou a pagar "preços" exorbitantes por veículos automóveis no Brasil.

A mídia burguesa, percebendo a crise iminente, o sangue que jorra sem estancar do moribundo sistema capitalista, tenta apaziguar os ânimos, reportando supostos problemas na produção de carros nacional - a saber, que o lucro das montadoras chega a ser três vezes maior do que no bastião do neoliberalismo mundial, os Estados Unidos da América.

Os lucros que estufam os bolsos dos especuladores no Brasil, inclusive, são duas vezes maiores que a média mundial, como mostra o gráfico que coletivizamos do sítio fascista O Globo:


A revolta da elite, que percebe o individualismo burguês voltar-se contra seus interesses

Ora, não se iludam, reacionários!

O sistema de produção nacional é falido! Não há ataduras que cicatrizem as feridas da produção intensiva do capital.

Dos lucros exorbitantes (não há lucros que não o sejam) observados em território nacional podemos concluir, sem medo de errar, que o Brasil é três vezes mais capitalista que os Estados Unidos.

Ora, o que são os lucros?

Nada além da mais-valia extraída dos trabalhadores.

Eu, Operário Sindicalizado, trabalhador do ABC paulista, sei bem disso, porque sou vítima da Lei de Ferro dos Salários, que preconiza corretamente que, sob o capitalismo, os rendimentos do Proletariado não deixarão o nível da subsistência. O arrocho salarial que sofremos em nossas funções, em que temos média salarial de R$6.1 mil reais mais benefícios nas montadoras, não deixa restar o bastante senão para comer macarrão com salsicha na hora do almoço.

Isso prova que os "empresários" brasileiros são três vezes mais gananciosos que os empresários estadunidenses e duas vezes mais gananciosos que os empresários do resto do mundo, em média.

Isso ocorre no setor automotivo. Nos demais setores de nossa economia igualmente insustentável, nossos empresários apresentam uma taxa normal de ganância.

O que isso indica?

Indica, nada mais, nada menos, que estamos nos estágios finais do desenvolvimento das forças produtivas no setor de automóveis neste país.

Com o desenvolvimento dessas forças produtivas e a ganância cada vez mais despudorada da burguesia, a mais-valia extraída dos trabalhadores tenderá a crescer sem rédeas. Nesse momento, os trabalhadores tomarão os meios de produção e instalarão a ditadura do proletariado. Com o fim da dicotomia entre estado e proletariado no setor automotivo, o comunismo será instalado e, como profetizou Marx, haverá uma era de abundância.

Teremos então carros se, quando, como, onde e por que quisérmos, dadas as opções aprovadas em comitê e votadas em assembleia geral unificada.

O carro-comunismo brasileiro é iminente.

Infelizmente a ganância nas outras áreas da economia ainda terá que aumentar para podermos ter esse milagre ocorrendo em toda nossa sociedade.

À REVOLUÇÃO!
Contribuição para a causa às 14:41
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Sobre a coletividade dos transportes coletivos
Correspondente Ateu

Após longo período estudando português e praticando durante reuniões do sindicato de jornalistas, finalmente me sinto capacitado em retornar às funções revolucionárias deste jornal que defende os interesses verdadeiros do povo. Começo por um tema que observei enquanto esperava horas para me locomover pelos centros urbanos das grandes metrópoles nacionais: a farsa dos transportes coletivos.

No Brasil meios de transporte como trem, metrô e ônibus são chamados de coletivos, mas é claro que não há nada de coletivo nesses meios. São todos propriedades privadas de grandes centros dominados por multinacionais estrangeiras que os utilizam para enfatizar o pensamento massificado da industrialização. Quando o povo faz uso desse meio, é obrigado a pagar pela entrada, que já mostra que o capital força as pessoas a usarem esses veículos apenas pelo lucro pérfido. Além disso, para doutrinar as pessoas na competitividade sangrenta do mundo capitalista, vários assentos são distribuídos ao longo dos veículos de forma preconceituosa. A verdadeira intenção é fazer que o povo fique desunido e busque sempre um lugar mais confortável, o que previne que ideais revolucionários apareçam durante o percurso pré-determinado pelos interesses estadunidenses e da Igreja.

Para que o transporte coletivo fosse realmente coletivo, é necessário mudanças em sua estrutura social e física:
- Todo meio coletivo deve possuir apenas uma passagem que se comunica com o exterior embaixo do veículo e ficará conhecida como fronteira, assim ninguém será forçado a escolher um lugar melhor que outro, pois todos os lugares estarão em condições iguais com a ausência de janelas. Elas existem para que a sociedade presente no interior do veículo observe a sociedade de consumo exterior e assim não tenha tempo de formular pensamentos revolucionários.

- Todo meio coletivo é por definição coletivista. Assim tudo que entrar nele deverá se tornar coletivo, pois vem do povo para o povo. Qualquer objeto passará para administração do meio coletivo que é composta por todos os membros dessa sociedade presente no veículo. Na ocasião de saída do veículo, os objetos não serão retornados, pois isso se constituiria em privatização dos bens coletivos.

- Todos os presentes membros dessa sociedade terão a função de direção que só funcionará caso todos votem a favor em comitê. O percurso de todos os veículos também deve ser escolhido da mesma forma e todos deverão descer e subir no mesmo lugar que for escolhido por votação e só poderão descer por meio de petição aprovada pelos demais membros da comissão de direção.

- Os membros que farão parte dessa sociedade deverão possuir mesmo gênero, idade e cor, evitando que exista qualquer tipo de separação ou preconceito. Nenhum tipo de religião é permitida, pois a religião é o ópio do povo e precisaria ser coletivizada como um bem caso entrasse pela fronteira. Será dever do Estado fornecer esses veículos, um para cada público atendido.
Essas ações ajudam a diminuir as consequências do doutrinamento político-ideológico da sociedade de mercado durante a utilização desses meios de transportes.
Contribuição para a causa às 14:40
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