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A função social deste jornal é analisar criticamente fatos nacionais e internacionais por uma ótica marxista-leninista.
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CONTRIBUIÇÕES RECENTES
sexta-feira, agosto 31, 2012
Não pode haver exceções à extinção da propriedade privada!
Servidor Público Federal

Amig@s ativist@s,

É com transtorno e insatisfação que vejo a burguesia protestar por direitos das mulheres e direitos dos homoafetivos. Até pessoas que, para piorar a situação, se consideram de """esquerda""" (embora el@s provavelmente recusem as aspas). Defender a união entre pessoas homoafetivas é defender que também os casais (essa instituição pérfida) homoafetivos sumam nos veios do sistema capitalista, perdendo, portanto, alguns dos motivos de revolta que teriam de outra forma.

É preciso, como propunha Carlos Marques, acabar com a propriedade privada também dos indivíduos e de "seus" corpos. Numa relação de matrimônio, o marido e a mulher dividem a propriedade um do outro. A existência desse tipo de relação pode acender a chama do capitalismo novamente em uma sociedade completamente estatal e popular, gerando, como conseqüência, desigualdade de renda e guerras nucleares.

É necessário, portanto, tornar o corpo humano um bem público. Que direito tem uma mulher de recusar-se a deitar com um homem necessitado? E qual o direito de um homem de recusar-se a deitar com outro homem?

Idealmente, entretanto, a idéia do sexo a dois deve ser destruída. Toda a prática sexual será feita, na comunidade socialista verdadeira, através de orgias devidamente planejadas e organizadas em assembléia pública, de livre acesso compulsório a toda a população. Qualquer caso de impotência masculina deve ser contornado através do coito anal ou oral. Havendo resistência à solução, o cidadão será obrigado a tomar pílulas para forçar a ereção, ou, caso algum tipo de resistência continue mesmo após essa piedosa proposta, o cidadão deverá ser sumariamente executado por impedimento do prazer público.

É essa forma de administração coletiva dos corpos humanos (e animais) que deve ser defendida pelos militantes do Partido Mais Comunista.


Intercurso sexual praticado de forma verdadeiramente democrática, justa e ecossocialista por elefantes.


Última reunião do Partido terminou, após assembléia, em comemoração democrática e efusiva
Contribuição para a causa às 18:18
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segunda-feira, agosto 27, 2012
Ainda a respeito do trabalho investigativo de Caros Amigos e do novo 1964
Manifestante Anti-E.E.U.U.

Prezados camaradas na luta contra o capitalismo,

Ao longo da semana transcorrida desde a publicação do texto original, referente às denúncias ao golpismo reacionário veiculadas na revista Caros Amigos, nossa redação popular revolucionária recebeu diversas manifestações oriundas das bases do Partido.

Reproduzimos abaixo (em itálico e vermelho, em homenagem a Gramsci!) um dos correios eletrônicos recebidos, que reflete a apreensão de muitos correligionários a respeito da reportagem investigativa:
"Estimados camaradas do Opinião Popular, saudações revolucionárias! Viva a voz do Povo!

Após indicação do Partido, li com fúria proletária a reportagem publicada no veículo burguês de alienação das massas chamado Caros Amigos. Nós, que atingimos a consciência de classe, há muito sabemos que a direita avança a passos largos em seus planos de implantar o totalitarismo em terras brasileiras, sempre acobertada pela dinastia neoliberal petista! Urge tornar públicos os fatos que comprovam as atividades clandestinas de tanques de pensamento (think tanks, na língua do opressor ianque) como o Instituto Milênio, e nisto a matéria foi muito bem sucedida.

Entretanto, logo após a leitura, me senti aturdido, como se uma luta de classes fosse travada dentro de minha mente!

A questão é: sendo a Caros Amigos nada mais do que um mero instrumento de manipulação da sociedade a mando do capital internacional, como podemos confiar em suas informações? Tomei muito cuidado em ler apenas as páginas indicadas pelo Partido, temendo ser alienado pela lavagem cerebral burguesa. Suspeito que essa matéria seja apenas um chamariz aos desavisados, um canto de sereia neoconservadora, pronto a atrair camaradas indignados com o paleogolpismo da elite branca apenas para contaminá-los com idéias contra-revolucionárias implantadas subliminarmente no restante da revista! A própria menção pela revista ao nome da seita pró-mercado e a outros famosos direitistas aumenta o nível de exposição dos leitores a conteúdos livre-mercadistas que deveriam ser totalmente censurados em favor do bem estar coletivo!

Poderiam os camaradas me esclarecer sobre este assunto?

Muito obrigado! Hasta la victoria, siempre!

Militante Engajado"
O arguto Militante, bem treinado na identificação das artimanhas da mídia anti-democrática, demonstrou compreender perfeitamente os riscos do acesso a informações comercializadas pelos oligopólios da indústria de entretenimento! Tudo o que gera lucro é maculado pela lógica do capital e os artigos da Caros Amigos não fogem à regra, conforme explicitado pelo camarada Operário no poste da semana passada! Nem ao menos é necessário folhear suas páginas para compreender o viés e objetivos da publicação, pois o próprio nome da revista joga por terra toda a farsa: "amigo" é uma invenção burguesa, um simples eufemismo para o fisiologismo e a troca de favores entre patrões. "Amigos" são aqueles que se concedem privilégios mútuos e agem conjuntamente para viabilizar uma agenda própria, segregando os demais setores da sociedade civil. "Caros" indica que "amigos" são produtos, itens de prateleira da sociedade consumista, porém inacessíveis ao trabalhador uma vez que o preço é alto. Mais elitista, impossível!

Mas o que há por trás da publicação de tais denúncias? Por que foram feitas, uma vez que são um tiro no pé dos generais de pijama ao tornarem públicos seus planos de subjugar novamente a coletividade?

A resposta está nas contradições do capitalismo, que nada produz a não ser discórdia! Tão afoita em seu individualismo desmedido e na busca pelo lucro fácil, que é o único objetivo do capitalista, a direita tacanha expõe sua própria estratégia rumo ao poder apenas para garantir uma maior vendagem de suas publicações. O burguês não é apenas o lobo do Povo ̶ o burguês é o lobo do próprio burguês!

Assim sendo, a resposta aos temores do camarada Militante Engajado é simples e direta: não deve de maneira alguma confiar nas informações disseminadas pelo sub-jornalismo ultraliberal tucano-petista, do qual o panfleto supracitado é opus magna! Mas deve, ao mesmo tempo, utilizar essas informações para escancarar a máquina contra-revolucionária e desferir golpes mortais na credibilidade do sistema.

Vale lembrar que o verdadeiro revolucionário não teme seguir qualquer determinação do Povo, do qual é parte indissociável! Como o Partido é o Povo, suas orientações estão perfeitamente alinhadas à causa operária e portanto nunca deve ser questionado. A apreensão dos camaradas em ler o material indicado pelo Partido demonstra uma clara inclinação individualista, cujo tratamento será ministrado em momento oportuno pela militância mais radical assim que os identificarmos.

VIVA ZAPATA! VIVA SANDINO! FORA FHC!
Contribuição para a causa às 23:42
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terça-feira, agosto 21, 2012
O odioso espectro político nacional está nu
Operário Sindicalizado

O Jornal Opinião Popular, em seu compromisso com a verdade, já assinalava DESDE 2006 o quão direitista o nosso espectro político de fato é. A evidência palpável mostrava que nossa política se divide entre direita moderada (PCO, PSTU, PSOL) e extrema-direita (PSDB, PT, PFL, PMDB).

É uma pena, portanto, que os veículos de comunicação alienantes só reconheçam tal fato tanto tempo depois, em 2012, e mesmo assim de forma imprecisa.

Em texto no diário virtual fascista Acerto de Contas, um suposto aliado da Revolução, Robson Fernando de Souza, defende o direitista Marcelo Freixo e acusa de neodireitistas os partidos PT, PCdoB e PSB. Em comentário a texto que ataca tal candidato, Robson observa:
Deve-se perguntar a quem a afirmação se refere quando fala da “esquerda”: à neodireita ex-esquerdista (PT/PSB/PCdoB) ou à esquerda remanescente representada pelo PSOL?
Uma pena que o texto tenha aberto exceção ao PSOL, como se representasse à verdadeira esquerda. De fato, não acredito que nosso solo, putrefeito pela influência burguesa, haja qualquer esquerda a não ser nominalmente.

Isso, porém, é indício de que até os veículos de mídia de massa como os blogues pessoais já admitem que a esquerda real não é o que passa por esquerda no imaginário burguês.

Não queremos falar que nós avisamos porque a única coisa que realmente queremos é a Revolução Comunista. Mas nós avisamos.

A mídia fascista pode encobrir o direitismo de todos os partidos brasileiros o quanto quiser, mas a verdade, mesmo dentro da mídia burgofascista, sempre vem à tona. Não há escolha dentro do sistema, a não ser de escolher mais do mesmo.

De qualquer forma, em outubro, apoiamos o voto em Marcelo Freixo e em demais direitistas, porque o voto é a arma do povo dentro deste sistema corrupto.

Dialeticamente, porém, o voto nada muda, porque não há opções de verdade.

A síntese entre a tese de que devemos votar e a antítese de que não devemos é que devemos desenvolver um voto de Schödinger, em que o Povo, em estado quântico, vota e não vota ao mesmo tempo.

Essa é a real posição radical-popular.
Contribuição para a causa às 00:54
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segunda-feira, agosto 20, 2012
Belíssimo trabalho investigativo de Caros Amigos revela a face que a Direita não quer que o Povo veja
Operário Sindicalizado

Rogo que todos os camaradas leitores (muito embora a dicotomia leitor/escritor se haja desfeito dentro das fileiras do proletariado) adquiram da forma que for mais conveniente, por compra, assalto ou sequestro das bancas de jornais, a revista popular democrática Caros Amigos que chega às bancas nesta semana, de número 185.

Caros Amigos revela em primeira mão tudo o que a extrema direita neoliberal vêm escondendo há anos do Povo Brasileiro, denunciando todos os esquemas e ardis perpetrados pelo imperialismo estadunidense em solo nacional, através do Instituto Milênio.


Pesemos, porém, o fato de que Caros Amigos não é inteiramente confiável, pois fora criada por "Serjão", outrora integrante das Organizações Globo, do Grupo Bandeirantes e até mesmo tendo feito parte da revista Quatro Rodas da Editora Abril, que produz a revista baluarte do reacionarismo Veja - sendo Serjão portanto não apenas parte de toda a engrenagem capitalista, mas também tendo contribuído para a disseminação do chamado "American Way of Life" na América Latina (Brasil), pela promoção dos veículos automóveis caros e excludentes, produtores de poluição e destruidores do espaço urbano nacional.

Porém, mesmo em seio direitista pode surgir a verdade, e Caros Amigos não se furta à verdade proletária, mesmo que coração burguês bata em seu âmago.

Afirma a companheira Débora Prado:

Disfarçado de inofensivo, em sua carta de princípios, o IMIL já adianta um pouco a que veio: defende a liberdade do mercado acima de todas as outras, faz apologia ao individualismo e considera que a existência de marginalizados é fruto de infortúnios da vida, peças pregadas pelo destino ou má sorte – omitindo relações com o processo histórico e contexto social.

[...]

O que as entrelinhas do conteúdo veiculado pelo Millenium guardam é seu papel protagonista na reorganização de um projeto de extrema direita, que busca reafirmar a agenda neoliberal em um momento no qual a crise econômica global poderia incentivar a busca por novos modelos.

Precisamente.

O Povo se regozija com o trabalho investigativo executado por Débora Prado, que desnuda as conexões da hegemonia neoliberalista em terra brasileira, dos barões que se opõem aos direitos sociais populares.

Débora, evidentemente, não poderia ter publicado tal ensaio se não por denúncia e informações sigilosas que a si foram passadas. Fontes sigilosas no jornalismo, pois nada do que se afirma na prévia da reportagem pode ser encontrado no sítio do dito Instituto Milênio.

De fato, se visitarmos o sítio virtual do Instituto Milênio, não podemos encontrar senão odes ao proletariado e à revolução anti-burguesa. Não fosse o trabalho deborapradiano e de Caros Amigos, temo que o Povo jamais soubesse que tal instituto não passa de um canto de Iara do neoliberalismo estadunidense-oeste-europeu.

Cremos, entretanto, que os esforços de Caros Amigos são insuficientes e não revelam as outras conexões do globalismo financista.

Há, ainda, outros veículos na rede mundial de computadores que não se sabe se são amigas ou inimigas do povo; seus textos e demais publicações são ambíguos. Não se sabe se são comunistas aliados do povo ou burgueses militaristas pró-capital especulativo.

Clicando em qualquer texto, não é possível saber se defendem as conquistas sociais ou se defendem o poder das elites do neoliberalismo - assim, faz-se necessário novo trabalho investigativo de Débora Prado nos seguintes sítios: Instituto Mises Brasil, Libertarianismo, Brasil Liberal, Instituto Bastiat, Ordem Livre, entre muitos outros.

Somente um trabalho de investigação jornalística pode descobrir se tais veículos se opõem às conquistas do Povo, como à licença paternidade, porque, à primeira vista, se mostram inofensivos, mas podem, em análise aprofundada, se revelar não mais que veículos da extrema-direita que ludibriavam a população e escondiam suas reais intenções de manutenção da organização oligárquica da sociedade.

Ao trabalho, Débora Prado e demais Caros Amigos.
Contribuição para a causa às 22:56
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segunda-feira, agosto 13, 2012
A indústria cultural e a devastação causada pelos apelidos na psique coletiva
Operário Sindicalizado

Também em O iluminismo como mistificação das massas, Adorno e Horkheimer apontam acertadamente para outro mal que aflige as sociedades ocidentais devastadas pelo capitalismo sem rédeas de livre mercado protegido pelos estados nacionais e corporações burguesas.

Trata-se do uso de apelidos. Percebam:
"O próprio nome que mais se liga à magia hoje sofre uma transformação química. Transforma-se em etiqueta arbitrária e manipulável cuja eficácia pode ser calculada, mas mesmo por isso dotado de uma força e de uma vontade própria como a dos nomes arcaicos. Os nomes de batismo, resíduos arcaicos, foram elevados à altura dos tempos, sendo estilizados como siglas publicitárias - nos astros mesmo os cognomes têm essa função - ou sendo estandardizados coletivamente. Soa como antiquado, ao invés, o nome burguês, o nome de família, que, em lugar de ser uma etiqueta, individualizava o seu portador em relação à sua própria origem. Isso suscita em muitos norte-americanos um estranho embaraço. Para mascarar a incômoda distância entre indivíduos particulares, chamam-se entre si Bob e Harry, como membros substituíveis de times. Esse hábito reduz as relações entre os homens à fraternidade do público desportivo, que protege da verdadeira fraternidade."
Outrora as pessoas se tratavam por seus nomes completos e arcaicos. Atualmente, o capitalismo reduziu suas relações à mera busca de produtos nas prateleiras. Fredericos se tornam Kikos, Josés Carlos se tornam Zecas, e aquela proximidade típica que se dá quando usamos nomes formais no meio das conversas se perde. Não nos tratamos como homens, mas como coisas a serem possuídas e consumidas.

Observemos a instituição esportiva em nosso país. Em outros tempos, pode-se observar que os ídolos da massa ignara eram chamados por cognomes, apelidos, siglas publicitárias - como "Pelé", "Kaká", "Ronaldinho".

Como demonstrado pela consciência do povo investida em Adorno e Horkheimer, contudo, ao chamá-los por tais alcunhas, não estavamos senão privando-os de sua identidade e nos privando de uma convivência mais social e fraterna com nossos correligionários!

Há motivos para esperança, porém! Embora ainda estejamos a uma certa distância, os nomes usados por "jogadores" no time nacional de futebol brasileiro, como Leandro Damião, Thiago Silva e Daniel Alves, já representam um despertar da consciência da fraternidade anti-desportiva dentro do próprio esporte.

O mal causado pelos apelidos não pode ser subestimado. O capitalismo, em sua forma dominadora via indústria cultural, vence toda vez que chamamos nossos camaradas por nomes fora de sua totalidade.

Com frequência, colegas de sindicato - tentando aparentar proximidade mas tão somente distanciando nossas relações fraternas - me chamam por apelidos e contrações de meu nome de batismo, como "Op", ou "Sindi". Ao que eu insisto ser chamado "Operário Sindicalizado", nome que me fora agraciado de nascimento e pelo qual desejo ser chamado para não ser reduzido a uma mera etiqueta manipulável.
Contribuição para a causa às 12:42
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Uma denúncia do aparato ideológico da indústria cultural e seu instrumento mais poderoso: o divertimento
Operário Sindicalizado

Em nosso clássico texto popular democrático O iluminismo como mistificação das massas, Theodor Adorno e Max Horkheimer denunciam veementemente esta malévola servidora das classes burguesas anti-revolucionárias - a diversão:
"Divertir-se significa estar de acordo. A diversão é possível apenas enquanto se isola e se afasta a totalidade do processo social, enquanto se renuncia absurdamente desde o início à pretensão inelutável de toda obra, mesmo da mais insignificante: a de, em sua limitação, refletir o todo. Divertir-se significa que não devemos pensar, que devemos esquecer a dor, mesmo onde ela se mostra. Na base do divertimento planta-se a impotência. É, de fato, fuga, mas não, como pretende, fuga da realidade perversa, mas sim do último grão de resistência que a realidade ainda pode haver deixado."
A indústria cultural, à qual estamos indelevelmente submetidos, portanto, nos provê com diversão desenfreada, com diversas formas de distração, entretenimento e, portanto, mistificação.

Coerentes com sua oposição ao divertimento, Adorno e Horkheimer, como se espera de fiéis representantes populares, fizeram seu artigo ser chatíssimo e praticamente ilegível, para impedir que pessoas pudessem ter qualquer prazer na leitura.

De fato, os autores se apresentam radicalmente opostos à mensagem passada pelos desenhos animados, que não passam de propaganda capitalista destinada a fazer com que o povo se acostume às suas vidas miseráveis sob o sistema. Pato Donald, por exemplo, não passa de mais um vil panfleto das classes dominantes:
"Se os desenhos animados têm outro efeito além de habituar os sentidos a um novo ritmo, é o de martelar em todos os cérebros a antiga verdade de que o mau trato contínuo, o esfacelamento de toda resistência individual, é a condição da vida nesta sociedade. Pato Donald mostra nos desenhos animados como os infelizes são espancados na realidade, para que os espectadores se habituem com o procedimento."
As animações do Pato Donald, como provado por esses bastiões do comunismo, não passam de panfletos que pretendem normalizar nas mentes do proletariado o poder da elite e uma vida de sofrimento e privação.

Para corroborar a tese de Adorno e Horkheimer, assim, nós, do jornal Opinião Popular, pretendemos por meio desta missiva dar outros exemplos de cartuns que se especializaram na reprodução do divertimento e da ideologia capitalista de massificação da dor. Adiante.


Hora da Aventura: Em um de seus episódios, chove facas no meio da rua, o que faz com que os personagens Finn, o humano, e Jake, o cão, legítimos representantes do Povo com quem devemos nos identificar, que pretendem sair para "brincar" (embora não com o objetivo de divertir-se, porque isso seria reacionarismo que destrói o último resquicio de resistência à realidade), desistam da empreitada. Desistem porque, casualmente, se resignam com o fato de chuvas de facas serem parte da realidade social. Tal atitude internaliza o império da indústria cultural, que faz com que aceitemos que a realidade nos ferirá e não ajamos para mudá-la, como manda a práxis revolucionária.


Dragon Ball Z: Os alienígenas louros são os seres mais poderosos do planeta, o que encontra paralelo na realidade na nossa elite ariana racista. O desenho animado foi claramente produzido para inculcar os valores da elite, que, além de poderosa, é capaz de exterminar até mesmo planetas que contrariem seus desígnios.


Bob Esponja Calça Quadrada: Dissemina institutos tipicamente burgueses da sociedade, como o "hambúrguer de siri", a saber, o fast food, que é normalizado enquanto comida aceitável para as massas. Em um capítulo, a trama gira em torno do roubo da fórmula de preparo do sanduíche - a qual criminosamente é mantida em sigilo do grande público. Tal fato claramente demonstra ao Povo que aquilo que é feito pela burguesia não pode nem ao menos ser questionado, nem mesmo o tipo de comida que é ingerido pela classe operária.


Coiote e Papa-Léguas: Talvez o desenho animado campeão em descaramento, em desrespeito aos oprimidos da sociedade. Não é necessário nem ao menos o mínimo estudo semiótico para se perceber que o Coiote, além de ser fisicamente abusado com frequência alarmante, jamais será capaz de alcançar seu objetivo - a saber, a captura da ave que almeja. Repetidamente o personagem Papa-Léguas estará a centímetros de seus dedos, porém fugirá, com velocidade estonteante, no último momento. Como a cenoura pendurada eternamente à frente do cavalo, que crê piamente poder alcançá-la, o público se vê no Coiote, eternamente incapaz, porém sempre tentando, sempre trabalhando, com a ilusão tênue de que algum dia será capaz de vencer - sem ao menos saber que o sistema se prostra em sua totalidade contra si.


Caverna do Dragão: Presos numa realidade que mal compreendem, os garotos são levados a lutar em benefício de algo que desconhecem, enquanto seu prêmio final jamais é alcançado, tal como no caso do pobre Coiote. Mestre dos Magos, aqui, desempenha o papel do capitalista, que, tido como sapiência final, à qual os jovens proletários devem recorrer em última instância, não contribui em nada ao Trabalho, apenas passa ordens e tunga a produção operária, ao mesmo tempo em que promete a volta deles para casa - uma clara alusão às jornadas de trabalho desumanas proporcionadas pelo sistema que hodiernamente governa o planeta.
Contribuição para a causa às 00:59
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