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A função social deste jornal é analisar criticamente fatos nacionais e internacionais por uma ótica marxista-leninista.
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CONTRIBUIÇÕES RECENTES
terça-feira, abril 12, 2011
Controle de armas como caminho para o não-controle de armas
Operário Sindicalizado

Mais uma vez os setores da direita tentam cooptar as proletárias causas do proletariado (em oposição às "nobres causas" da burguesia) e modificar as leis do Estado, que não é senão a manifestação da vontade do Povo, para oprimir o Povo. Referimo-nos a nova proposição de modificação da lei de posse de armas, sugerida pelo fascista José Sarnêi.

Embora esteja apenas defendendo seus interesses, aparentemente Sarnêi teve interesses convergentes, num lapso, com aqueles do Povo. Pois sabe-se que a política de maior proletariedade que se pode adotar por parte do Povo/Estado é o controle das armas de fogo que o Povo pode possuir.

Sendo o Povo apenas um sinônimo, um método quase estenográfico de se dizer "Estado", pode-se concluir que a lei proposta somente se aplicaria ao Estado, que somos todos nós.

Ao mesmo tempo, porém, o Estado é o instrumento da luta de classes, como nos ensinam Marx, Engels, Gramsci e os demais componentes do Povo que ensinaram ao Povo quais são de fato seus interesses mais caros.

Sendo dialeticamente o Estado o Povo e o oposto do Povo, a elite e o oposto da elite, o Estado não é senão um conjunto de antinomias. Assim, o Estado deve e não deve proibir o uso e a posse de armas por parte do Povo, que também é e não é, dialético-materialisticamente, o Estado.
Contribuição para a causa às 22:37
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domingo, abril 10, 2011
Os crimes do capital
Operário Sindicalizado

Tal qual brilhantemente observado pela mente do povo, do qual Hugo Albuquerque é parte indissociável, a recente tragédia do Realengo não foi senão resultado direto do capitalismo e da colonização cultural deste País:
"Aqui, a tragédia causada por um jovem fundamentalista com problemas mentais que, como numa típica chacina americana, massacrou uma dúzia de crianças na escolas que estudou é só reflexo de algo que, há muito, acontece em nosso meio: a americanização da nossa sociedade, a reprodução - cada vez mais intensiva - de uma forma de recalque comum àquela máquina capitalista, produzindo efeitos semelhantes; o aumento dos casos de obesidade, de viciados em drogas - sobretudo antidepressivos - e, também, de chacinas desse tipo - "anômicas", dirão os partidários da analítica - não são fruto do acaso."
De fato, o capitalismo não produz nada além de conformismo. Todo e qualquer sinal de inconformidade é suprimido pela máquina do lucro, pela produção em massa; nos tornamos autômatos, reproduzindo milhares de unidades idênticas, presos numa linha de produção fordista.

Não escapam desse processo nem mesmo os criminosos. Outrora originais em seus crimes, nossos assassinos agora não fazem nada a não ser se curvar à cultura dominante. Em vez de brasileiros matarem como brasileiros, apenas reproduzem as formas e tipos ideais de chacina impostas pelo imperialismo.

Podemos esperar que em breve todos os crimes se tornem um só. Não haverá mais aquele crime de várzea, matreiro, um crime com um sorriso e um drible brasileiro. Nossos assassinatos serão apenas cópias, serão frios como os americanos, buscarão apenas o lucro. Serão matanças gananciosas, sem qualquer traço de compaixão, compaixão esta que é natural nas chacinas tipicamente brasileiras.

Se não houver uma verdadeira revolução proletária, a sociedade eventualmente será extinta, pois é só no socialismo que os crimes são de fato crimes e não apenas reproduções impensadas da cultura da elite.

Pode-se esperar que o imperialismo capitalista transforme todos os crimes em um só. Não haverá mais crimes nacionais, mas apenas crimes impostos pelo dominador estrangeiro. Haverá apenas a guerra, que é a única língua que os ianques sabem falar.

Pois, como disse Hugo Chávez, se houve vida em Marte, ela foi aniquilada pelo capitalismo e o imperialismo. Será que não vamos aprender essa lição?
Contribuição para a causa às 21:26
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domingo, abril 03, 2011
O direitismo descarado de Gilberto Kassab
Operário Sindicalizado

A mídia burguesa veicula:
O Partido Social Democrático (PSD), a "nova" sigla anunciada semana passada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, "não será de direita, não será de esquerda, nem de centro" e terá "um programa a favor do Brasil". A definição é do próprio Kassab, mentor intelectual e figura central da futura legenda e foi dada ontem de manhã, na primeira entrevista de um político transmitida pela rádio Estadão ESPN, que entrou no ar anteontem.
A classe trabalhadora lê tal disparate com estupor, visto que Kassab não é senão um dos maiores representantes da direita reacionária, detentora do capital e latifundiária deste país.

Temos que, contudo, interpretar a "notícia" com certo ceticismo, visto que foi publicada em redesítio pertencente ao capital. Então, é provável que a notícia contenha inverdades escritas com o puro intuito de beneficiar seus patrocinadores. Devemos, portanto, explorar as diversas possibilidades abertas pelo texto.

Supondo que o que o texto esteja dizendo seja verdade, o que é improvável, tal partido não será nem de esquerda, nem de direita, nem de centro, e também a favor do Brasil. Ou seja, é possível que ainda seja um partido de cima ou de baixo. Não pode ser um partido diagonal, porém, porque diagonais pendem para um certo lado.

Isso não passa, porém, de um jogo de espelhos da elite. Não há nenhum motivo pelo qual nosso debate político tenha que ser enquadrado nesse diagrama bidimensional. Em verdade, a classe operária clama por um discurso político mais plural, que se dê não apenas entre esquerda, direita, centro, cima e baixo, mas também entre partidos pertencentes ao eixo-Z, partidos de fundo e frente, e, por que não, é provável que um diagrama de quatro dimensões fosse o mais adequado à pluralidade dos discursos. Teríamos, quem sabe, um partido hipercúbico.

Devo salientar, porém, que nada disso é possível na nossa sociedade burguesa, pois o que hoje se chama de "direita" e "esquerda" não passam de facetas do capital, "extrema-direita" e "direita". Um debate aberto só seria possível com a coletivização dos meios de produção, como seria de se esperar.

Agora, supondo, como é certo, que o "jornal" esteja mentindo, a verdade nua e crua nos aparece clara como a água:

O partido de Kassab será ao mesmo tempo de direita, esquerda e centro, e também contra o Brasil.

Ora, o que mais poderíamos esperar?
Contribuição para a causa às 19:04
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