OBJETIVO DO JORNAL
A função social deste jornal é analisar criticamente fatos nacionais e internacionais por uma ótica marxista-leninista.
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segunda-feira, maio 22, 2006
O esporte como vil servidor do capitalismo
Servidor Público Federal

A copa se aproxima e a cada dia que passa eu reflito mais sobre a injustiça advinda dos esportes. Toda essa sede por vitória, essa vontade de ser melhor que o outro. Concluí, após profunda reflexão, que o esporte é culpado por grande parte do egoísmo dos dias atuais e deveria ser proibido.

Pense comigo: que time no mundo joga pelo empate, resultado justo e igualitário? Nenhum, camarada, nenhum! Todos jogam de maneira egoísta, visando apenas o próprio bem. Há os que argumentam que num time “existe espírito de equipe”. Eu acredito que esse “espírito de equipe” a nada pode ser comparado se não aos trustes e cartéis – alguns grandes jogadores (empresários) se unem para derrubar os outros. Nada mais lógico e de maior completeza de raciocínio que isso.

A copa do mundo, portanto, nada mais é que uma estratégia capitalista de manter a rivalidade acirrada entre as nações, como acontece com Brasil e Argentina, dois países originalmente irmãos, vítimas do mesmo capitalismo e separados pelo esporte capitalista que se alastra pelo mundo.

Não pense, camarada leitor, que sou pela proibição do esporte. Seria de um contra-senso sem tamanho. Sou, apenas, pela proibição da vitória. A oficialização do eterno empate sem gols. Todos os jogos devem terminar em zero a zero. Qualquer outro resultado daria destaque a um time, no caso de vitória, ou a um jogador em especial, no caso tanto de vitória quanto de empate com gols (Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, num empate em um a um, continua sendo destaque por ter marcado um gol, distanciando-se do resto do time, quebrando a igualdade).

E quando eu digo “empate sem gols” não me refiro apenas ao futebol. Vale para todos os esportes. Na corrida, ninguém pode dar o primeiro passo, para não correr o risco de dar um passo mais bonito ou mais longo. Somente se os passos estiverem perfeitamente sincronizados será permitido aos esportistas competirem, sob pena de desclassificação sumária daquele que não estiver sincronizado. No caso de todos estarem em dessincronia, anula-se a competição para o bem do social. O importante é que ninguém ganhe, pois ninguém é melhor que ninguém. Somos todos iguais.

E assim se faz o novo esporte. O esporte comunista. Com passos iguais, cresceremos a passos largos!
Contribuição para a causa às 08:32
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O Brasil, uma grande estufa
Servidor Público Federal

De tudo o que o neoliberal do século XIX Bastiat disse, apenas uma coisa se aproveita (sem que ele queira que seja aproveitada, diga-se): o governo deve arrumar uma forma de tapar o sol. Não apenas para desenvolver a indústria nacional de iluminação, mas para a efetivação de muitos ideais comunistas.

Para tapar o sol, o governo deve fazer uma grande estufa fumê cercando todo o território brasileiro. Essa estufa haveria de ser climatizada, para que todos os brasileiros compartilhem da mesma temperatura, sem desigualdade térmica – um dos grandes vilões da humanidade. Ninguém ficaria resfriado por viajar do Nordeste à Serra Gaúcha. Estaria garantido de fato o direito de ir e vir sem prejuízo algum ao cidadão brasileiro.

Fora a indústria de iluminação nacional, que ficaria protegida de qualquer concorrência, mesmo da do sol. Não podemos nos cegar quanto a isso: o sol, fornecendo luz gratuitamente, impede o desenvolvimento pleno da nossa indústria de lâmpadas, trava o nosso desenvolvimento, atravanca nosso progresso.

Outra vantagem, dentre as inumeráveis dessa estufa, é a distribuição das chuvas. Não haveria mais concentração da chuva, fator importante para o desenvolvimento social, o que permitiria ao sertão desenvolver-se igualmente ao Sudeste. Ainda seria possível distribuir mais chuva para as áreas mais necessitadas. Por exemplo: boa parte da chuva estaria destinada obrigatoriamente ao sertão, historicamente prejudicado pela distribuição pluviométrica desigual e injusta em nosso país.

O camarada leitor deve estar em dúvida quanto ao modo de captação da água da chuva para distribuição. Explico. Sobre a estufa ficará um imenso reservatório – do tamanho da estufa, ou seja, do tamanho do Brasil. A estufa será porosa e haverá uma grande rede de encanamento para distribuir de forma justa toda a água armazenada.

Ainda passaria à mão do povo o domínio dos meios de controle meteorológico, idéia muito condizente com a do camarada Presidente do Diretório Acadêmico, que pretende paralisar as universidades federais para pôr o controle dos meios de previsão meteorológica nas mãos do povo.

Sugiro mais que isso, se me permite o camarada. Sugiro uma greve geral – INSS, universidades federais, justiça, ANVISA – , TODOS paralisados num movimento inédito: “ESTUFA JÁ!”.
Contribuição para a causa às 08:28
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domingo, maio 21, 2006
A agricultura e a função do Estado
Presidente de Diretório Acadêmico

Li outro dia no Jornalzinho Esquerdista da Universidade, fonte imparcial e idônea, que os agricutores estavam reclamando das medidas tomadas pelo governo, dizendo que elas não ajudaram tanto o setor quanto eles esperavam. Acho que os agricultores estão certíssimos. Quando se está com problemas, nada mais justo que pedir ajuda a alguém, e o Estado deve estar sempre pronto para ajudar os necessitados. Principalmente no caso dos agricultores brasileiros, que são sempre prejudicados pelo capitalismo selvagem dos EUA e Europa, que concedem subsídios a sua agricultura.

Para exemplificar como deve ser a ação do Estado ideal, vou citar meu caso. Eu sou sustentado pelos meus pais, trabalhadores subordinados ao sistema, que ganham apenas o suficiente para sobreviver porque o fruto de seu trabalho é roubado pela vil burguesia na forma da mais-valia. Mas eu vivo sendo prejudicado por esses cruéis capitalistas, como o dono do bar que fica na frente da faculdade, que utiliza o poder do monopólio para poder praticar preços absurdos, aliado à Ambev, outra empresa monopolista que não dá a mínima para o povo. Com isso, acabo gastando todo o meu dinheiro em poucos dias, e sou obrigado a pedir mais dinheiro aos meus pais. Como bons pais que são, eles me dão mais dinheiro, mesmo que para isso tenham que ficar sem almoçar durante uma ou duas semanas. É assim que o bom Estado deve agir. O Estado deve ser como o pai que só visa o bem estar de seu filho. E como todos somos filhos do Brasil, nada mais correto que o governo brasileiro dê dinheiro para qualquer um que pedir.

É claro que meus pais só me dão dinheiro porque me deram o senso de responsabilidade. Eles sabem que não sou ineficiente no planejamento das minhas finanças, sempre penso exatamente em quanto terei que gastar com comida, contas para pagar e transporte durante o mês. No entanto, o capitalismo sempre acaba criando obstáculos, como uma cervejada ou uma festa. Então preciso realocar recursos para cobrir esses gastos altamente necessários que aparecem sem nenhum aviso. Da mesma forma, os agricultores também sempre planejam corretamente suas ações. Eles visam sempre produzir mais e mais, mesmo que não haja mercado, porque comida nunca é demais. Com tanta gente no mundo passando fome, deixar de produzir comida é até pecado. Pecado não, porque sou ateu e não acredito nessas coisas. Encontrem um vocábulo melhor para substituir esta infeliz palavra que usei.

Dando dinheiro aos agricultores sempre que eles precisam, o Estado está mostrando que acredita no senso de responsabilidade deles. O governo sabe que os pobres homens do campo não têm culpa se uma chuva ou geada estraga toda a sua colheita, na qual eles empregaram todo o dinheiro que possuíam. Essas intempéries são totalmente imprevisíveis, e assim continuarão sendo enquanto a tecnologia de estudos meteorológicos estiver unicamente na mão das elites que só pensam em suas indústrias e esquecem que a agricultura é o caminho para o crescimento de um país.

Dado isto que acabo de apresentar, convoco todos a uma greve geral nas universidades públicas brasileiras e caminharemos todos juntos a Brasília em apoio a nossos companheiros agricultores, protestando por mais dinheiro para o campo e para a Universidade pública, o fim das desigualdades sociais e a luta pela tomada dos meios de previsão do tempo! Avante, companheiros!
Contribuição para a causa às 19:11
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sexta-feira, maio 19, 2006
Uma Nova Esperança: Jornal Opinião Popular
Operário Sindicalizado

OPINIÃO POPULAR foi lançado há poucos dias com a proposta de ir contra a mídia manipulada da burguesia neoliberal brasileira. Reconhecemos que há um vácuo de uma publicação realmente de esquerda no Brasil e nos propusemos a preencher esse vácuo.

O jornal veio para reafirmar verdades há muito conhecidas:
1. O capitalismo leva à exclusão social, à miséria e à fome;
2. A concorrência leva ao monopólio;
3. O monopólio só pode ser combatido por um governo forte, único e central;
4. A verdadeira democracia não é a "democracia" burguesa;
5. A história da humanidade é a história das lutas de classes;
6. O único modo de assegurar a felicidade eterna é com a tomada dos meios de produção.
Essas verdades auto-evidentes norteiam este jornal. Mas cabe aqui apresentar os colunistas e suas peculiaridades.

Ambientalista de Puro Coração
Ambientalista tem um passado, um presente e um futuro de defesa do meio ambiente. É membro do PETA, do Greenpeace e da WSPA, além de fazer contribuições com artigos científicos periodicamente para vários sítios virtuais respeitados internacionalmente, como o MilkSucks.co.uk. Vegetariana por filosofia de vida, Ambientalista tem como objetivo de vida a proibição em todos os países do mundo do consumo de carne vermelha, frango, peixe, ovos, frutas, verduras, cereais e leguminosas, porque qualquer intervenção no meio ambiente por parte do homem desequilibra o ecossistema. Outra grande bandeira levantada por Ambientalista é que todos os governos do mundo proíbam as pessoas de fazer cocô. "Não podemos continuar poluindo os rios, mares, córregos e lagos dessa forma; uma mera 'necessidade' fisiológica não pode levar os seres humanos a destruírem os lares dos peixes e demais mamíferos marinhos", declarou Ambientalista certa vez. Ambientalista também é homossexual e ardente defensora dos direitos dos gays, lésbicas e transgêneres. Em entrevista, disse certa vez que "é absurdo que os homossexuais ainda tenham que apelar para parceiros do sexo oposto se quiserem ter filhos biológicos; ter filhos é um direito de todas as pessoas, inclusive dos casais homossexuais. O governo tem que fazer alguma coisa". É para defender visões controversas como esta que Ambientalista de Puro Coração aceitou participar do OPINIÃO POPULAR.

Servidor Público Federal
Servidor foi convidado pelo jornal para contribuir com seus sempre ponderados artigos, alçando a categoria dos servidores públicos federais ao seu lugar de direito na hierarquia dos trabalhadores. Servidor Público Federal entra em greve anualmente, exigindo a reposição das perdas salariais, e, por estar em casa o dia todo, tem tempo de escrever neste jornal eletrônico. Uma das idéias sempre latentes nos escritos de Servidor é o fato incontestável de que os servidores públicos são superiores aos funcionários de empresas "privadas", porque servem ao POVO, não aos interesses egoístas dos barões do lucro.

Rapper Feminista
Com seus raps de protesto, Rapper Feminista espera chamar a atenção das autoridades para o descaso com os habitantes do morro, que são negligenciados por serem negros e usarem tóxicos. Em suas letras, Rapper deixa claro que "sem justiça social, é impossível construir uma nação". E diz ainda "eu sou negra, mulher e favelada, e tenho orgulho disso". Sua histórica defesa das mulheres tem grande ressonância no cenário nacional. Rapper ficou famosa nos últimos anos por defender o direito de cada mulher poder fazer xixi em pé sem se sujar. "Cadê a igualdade?", perguntava ao propor a lei ao Congresso.

Presidente de Diretório Acadêmico
Presidente é um estudante universitário preocupado com a realidade sócio-político-econômico-cultural brasileira e com a crescente distância entre ricos e pobres no país. Segundo ele, apenas uma ampla distribuição de renda poria fim aos séculos de injustiças que assolam a nação brasileira. No âmbito universitário, Presidente defende um amplo programas de cotas que beneficie os desfavorecidos e que dê oportunidade aos explorados do Brasil e que tire o capital das mãos das elites que governam o país desde Cabral. Semanalmente, Presidente e seus companheiros do Diretório Acadêmico conclamam os estudantes a organizarem lutas sociais e pára ruas da cidade de São Paulo para exigir o Passe Livre. De acordo com Presidente, o Passe Livre é uma conquista popular fundamental para o pleno exercício da democracia. Para defender essas idéias deliberadamente suprimidas pela mídia burguesa, Presidente de Diretório Acadêmico foi chamado ao OPINIÃO POPULAR.

Deixo minha descrição para os demais companheiros.
Contribuição para a causa às 02:25
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quarta-feira, maio 17, 2006
Ouviram meu apelo
Servidor Público Federal

Dias atrás eu fiz um apelo para que se fizessem menos manifestos e mais manifestações. Não tardou, eu obtive resposta à altura do pedido. Em São Paulo – grande pólo proletário do Brasil – os presidiários explorados pelo sistema se revoltaram e se manifestaram em favor da dignidade humana e do fim da superlotação dos presídios. Sou, em geral, contra a violência, mas nesse caso ela foi necessária. Os presidiários são, via de regra, provenientes de famílias pobres e exploradas pelo capitalismo selvagem, têm direito de se revoltar.

Outro protesto que está ocorrendo é ainda mais justo. Diria que em todos os aspectos justificável: os pequenos agricultores paralisaram avenidas importantes da capital paulista contra a política agrícola agressiva contra o produtor. Os preços estão baixíssimos, é um absurdo! A única atitude inteligente que o governo pode tomar é comprar a soja a preço acima do de mercado a todos os pequenos produtores. Eu sugiro que o governo compre a soja e distribua aos pobres brasileiros, para que o preço suba no mercado externo e todos ganhem – povo e produtores. A função social do governo é ajudar os mais pobres, ele só não cumpre porque é tomado por capitalistas de mãos sujas, corruptos e indignos que só sabem parasitar o bom povo brasileiro.
Contribuição para a causa às 15:57
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sexta-feira, maio 12, 2006
Cotas em universidades públicas
Servidor Público Federal

Obviamente, defendo até a morte as cotas em universidades públicas. No entanto, defendo em espectro maior que o proposto. Acredito que as mulheres têm direito a 70% das vagas, por serem tão exploradas durante a história brasileira. E que negros e indígenas têm direito a 45%. Outros 45% estariam reservados aos deficientes físicos e mentais, que tanto sofreram por toda a história com o preconceito contra eles. Dessa forma, a burguesia ainda tem direito a 10% das vagas nas universidades públicas - 7%, obviamente, destinados às mulheres burguesas.

O único contra-argumento possível é quanto aos deficientes mentais, mas é de um preconceito sem tamanho dizer que "os deficientes mentais são incapazes de aprender". Como se a Universidade fosse apenas um lugar para se aprender. Universidades são locais de interação social, e não se pode privar os deficientes mentais de interagir.

Não existe maneira correta pra sanar a dívida social brasileira que não essa.
Contribuição para a causa às 10:08
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quinta-feira, maio 11, 2006
Entrevista bombástica na Carta Comunal
Operário Sindicalizado

Que a Carta Comunal é uma revista de incontestável credibilidade, os companheiros estão cansados de saber. Mas a revista não cessa de nos surpreender e publica uma entrevista bombástica com Ildo Sauer, professor titular do Instituto de Energia Elétrica da Universidade de São Paulo.

Pretendo aqui citar alguns trechos da entrevista que demonstrarão a o revés inevitável do neoliberalismo e do imperialismo econômico-cultural na América Latina após a "nacionalização" das refinarias na Bolívia, que levarão inevitavelmente à formação da URSLA (União das Repúblicas Socialistas Latino-Americanas).
A crise política criada pela nacionalização das refinarias na Bolívia é uma das grandes evidências da reversão da hegemonia neoliberal no continente.
Exatamente. Como se pode negar que um "investimento" (ou seja, exploração) de uma empresa estatal monopolista brasileira num país estrangeiro não seja o um plano neoliberal de nos tornar dependentes economicamente dos Estados Unidos da América? A nacionalização das refinarias "brasileiras" (que na verdade sempre foram do povo boliviano, foram apenas roubadas pelas multinacionais estadunidenses) foi um ato justo e patriótico que despertará a consciência proletária nos trabalhadores mundiais.
CC: Foi um investimento errado?
IS: Absolutamente. Foi correto, na direção certa, dentro da concepção inicial de cooperação entre dois países. Não houve erro em produzir e consumir gás natural. Posteriormente, mudou a lógica que estava por trás daquele processo. E tudo ficou subordinado à lógica neoliberal da monetização. Fazer dinheiro fácil e rápido com os recursos naturais da Bolívia. Tudo articulado com o mercado brasileiro, onde havia, também, um governo operando com a mesma lógica. O paradigma supremo desse comportamento era a Enron, que, por sinal, faliu.
Nós do OPINIÃO POPULAR estamos completamente de acordo com esse pensamento do sr. Ildo Sauer. Tudo o que aconteceu foi apenas um estágio das contradições imanentes do capitalismo, demonstrando mais uma vez que o sistema neoliberal é ruim e cruel. O povo boliviano se fez ouvir, rejeitando o neoliberalismo da Petrobras, e apenas retomou o que era deles por direito: os meios de produção.
Contribuição para a causa às 02:45
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quarta-feira, maio 10, 2006
A informalidade e neoliberalismo
Operário Sindicalizado

Hoje, após mais um dia de greve no ABC, eu estava voltando para casa, cansado dos protestos, e passei na frente de uma barraca de balas de chocolates de um pequeno comerciante (capitalista) e fiquei pensando em como ele era jogado nesse submundo do mercado pelo neoliberalismo. Se não fosse o neocolonialismo econômico e cultural, ele teria um grande emprego público, estável, com o grande salário que ele merece.

Depois de vê-lo se esforçando para trabalhar, fiquei pensando em como os sindicatos são associações que aumentam os salários dos trabalhadores. Basta que protestemos que ganhamos salários maiores, que os burgueses estavam criminosamente retendo. Se não fossem os sindicatos, eu e meus companheiros estaríamos entregues às garras do livre comércio criminoso e explorativo, como estava aquele comerciante.

Após pensar nisso, decidi pedir uma paçoca ao "vendedor" (decidi usar aspas porque ele não escolheu essa vida sórdida, apenas foi empurrado para ela). O "vendedor" então me mandou escolher entre TRÊS marcas de paçoca. TRÊS. Horrorizado, cheguei a quatro conclusões, as quais seguem:
1. Seria muito melhor se só houvesse uma marca de paçoca produzida pelo governo (não haveria desperdício);
2. O governo não regula direito as fábricas de paçocas (que devem estar vindo cheias de coliformes fecais);
3. Precisamos de menos liberdade de escolha;
4. O comércio informal tem que ser reprimido.
Acho que essas conclusões são óbvias e acessíveis a qualquer camarada que se disponha a pensar sobre o tema. Obviamente nada disso será feito por nosso governo entreguista e neoliberal.
Contribuição para a causa às 18:35
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Menos manifestos e mais manifestações
Servidor Público Federal

Tudo o que tinha que ser escrito, já foi. Marx, em O Capital e no Manifesto Comunista, provou por A+B que o comunismo é inevitável e infinitamente superior ao capitalismo. Só nos resta, agora, acatar as palavras do maior pensador da história da humanidade e acelerar o processo inevitável.

Os burgueses exploram cada dia mais os trabalhadores, em busca de lucros cada vez mais exorbitantes. Não podemos ficar parados! O proletariado tem poder! Greve geral já! Paremos o país em busca da nacionalização de todas as empresas imediatamente! Contra a exploração do trabalhador, contra o governo neoliberal do Lulla, usemos do poder que temos! Professores, fiscais alfandegários, parem! Policiais civis e militares, parem! Vendedores de churrasquinho, parem! Operários, parem! Juntos, proletários do Brasil, somos invencíveis!

Movamo-nos! Mobilizemo-nos!

Proponho acamparmos nas ruas, como medida inicial. Vestidos de vermelho, pararemos o Brasil! Chamaremos a atenção da mídia falastrona, cínica e descarada para nossa causa! Mostraremos ao POVO brasileiro a realidade brutal dos trabalhadores! Abriremos seus olhos! Todos aceitarão o comunismo como única saída possível para a situação deplorável em que vivemos!

Agora mesmo, camaradas que me lêem, planejo montar minha barraca na BR-101, junto a outros camaradas. Chega de manifestar-me apenas pela escrita. Vou me manifestar em atos. ATOS HISTÓRICOS! Vamos vencer dialeticamente todo o mal que o capital faz à sociedade! Vamos provar com fatos o que Marx já provou teoricamente! Em breve, a BR-101 será minha casa!

Contribuição para a causa às 18:01
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A menos-valia
Operário Sindicalizado

Marx nos ensina, e todos sabem, que toda a fonte de valor é o trabalho. Ou seja, se uma pessoa achar por acaso numa caverna um pedaço de ouro, ele não terá valor, porque não tem trabalho algum agregado. Inversamente, se um sujeito passar 30 anos cavando um buraco, será um buraco incrivelmente caro, porque tem MUITO trabalho agregado. Não creio que haja dúvidas quanto a isso. Só cães raivosos da burguesia ousariam negar tão óbvio princípio.

Todos sabem também que o lucro da burguesia é ROUBADO dos trabalhadores, a quem só sobra o suficiente para a subsistência. Os trabalhadores produzem tudo, mas só recebem parte do que produzem, enquanto a burguesia vilmente se locupleta. Essa é a mais-valia, o trabalho não pago do proletário.

Bom, essa é a situação de lucro. Mas há uma situação inversa. Digamos que os empresários num certo país são muito burros. Se eles forem muito burros, só farão investimentos errados que acarretarão sempre em prejuízo. Porém os trabalhadores continuarão a receber o salário integral, mesmo que o empregador incorra em prejuízo.

Essa situação excepcional é a MENOS-VALIA, onde os trabalhadores recebem MAIS do que produziram.

Nesse país onde os empresários são idiotas, portanto, não há a exploração dos proletários pelos burgueses, mas dos burgueses pelos proletários. Então, à medida que os burgueses fazem investimentos errados e são explorados pelos seus próprios empregados, sua consciência de classe desperta e os patrões começam a se organizar para fazer a revolução capitalista.

Então, a primeira pergunta que os comunistas e demais pessoas preocupadas com o bem-estar do próximo devem fazer é: será que os empresários do meu país são burros ou inteligentes? Se são burros, haverá a revolução capitalista e tudo será triste. Porém, se são inteligentes, haverá a revolução socialista e tudo será lindo.

Pois eis que chegamos à conclusão óbvia, que o leitor provavelmente já auferiu à esta altura: para que tenhamos empresários inteligentes, o governo precisa investir em educação. Se não houver investimentos em educação, todos serão estúpidos e não saberão fazer projeções de mercado, os empregados não serão explorados e não haverá a conscientização do proletariado nem a revolução comunista.
Contribuição para a causa às 03:40
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