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sexta-feira, novembro 17, 2006
Pelo fim do amor burguês dominador
Correspondente Ateu em Cuba

O amor é um das formas de dominação mais antigas. É tão antigo que antes mesmo do capitalismo infectar a pura humanidade, o amor já afetava os nossos antepassados. Uma prova irrefutável dessa dominação é o primeiro mandamento da doutrina judaica amplamente difundido na cultura cristã e afins: “Amarás ao Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento” (Mateus 22,36-38). Além de não poder questionar o poder absoluto dessa entidade metafísica, por causa de um pedaço de pedra que um auto-declarado líder trouxe do alto de uma montanha depois de ter uma conversa a sós com Deus, nossos antepassados foram obrigados a amá-lo, numa tentativa clara de manter o status quo pró-burguesia que se estabelecia desde aquela época. Até hoje os judeus tem uma identificação religiosa com o comércio explorador burguês.

Pior, nossos companheiros tinham que dedicar todo o seu coração, sua alma e sua mente a essa mesma entidade. Como poderiam dedicar suas mentes ao progresso e ao bem comum da sociedade se toda ela estava dedicada a Deus? Isso prendeu a humanidade por milênios numa idade de trevas do pensamento. Somente com o surgimento da doutrina prostestante alguns pensadores perceberam que Deus não existia e não precisava ser amado. Tudo sobre Deus era apenas uma forma criada pelas elites para mantar a humanidade numa estagnação contínua e, claro, em suas mãos.

Mas o iluminismo, como qualquer movimento capitalista, falhou ao anular o amor a Deus e acabou apenas disfarçando esse amor a Deus em outras coisas para disfarçá-lo. É só observar que em alguns países o povo foi manipulado pela burguesia para amar a filosofia (caso da Alemanha), a rainha e herdeiros (caso da Inglaterra), gastronomia (caso da França), filmes de policiais ninja (caso dos Estados Unidos - malditos sejam!), futebol (caso de todos os países do mundo que sofrem a dominação da FIFA), direitos humanos (caso da China), celulares (caso do Japão), potencial reprodutivo de seres humanos (caso da Índia), judeus mortos (caso da Palestina), palestinos mortos (caso de Israel), novelas pequeno-burguesas (caso do Brasil) e, por fim, os charutos (caso de Cuba).

Em todos esses lugares ama-se esses produtos do capitalismo. Esses objetos, esportes, vícios ou bens são idolatrados como divindades em seus países (ou seja são amados como Deus) em detrimento do próprio bem estar da população que poderia viver muito bem sem eles. A grande falha do Governo de Fidel Castro em Cuba, além do fato do governo ser Fidel (um neoliberal centro-direitista) e não do povo, é a permissão da fabricação de charutos cubanos. Esses objetos são utilizados como moeda de troca com as nações estrangeiras e praticamente não são apreciados pela população cubana, que apesar disso os idolatra. É por isso que a população cubana é dominada pelo sistema, tudo culpa do amor incondicional pelos cigarros cubanos (Deus). Mesmo assim temos um sistema de saúde exemplar que atrai um grande número de estudantes de todo o mundo para Cuba, um dos poucos locais no mundo onde se pode aprender uma medicina voltada para o povo e não para o capital financeiro. O índice de analfabetismo em Cuba é zero (os americanos tentam forjar falsos índices) e grande parte de nossos jovens chegam as universidades. Dizemos alegremente que até nossos zeladores têm PHD em algo. Se Cuba é assim com charutos, imaginem se eles não existissem? Seria o comunismo perfeito!

Por essa experiência em Cuba, venho aqui alertar os camaradas brasileiros: Cuidado com as novelas mal intencionadas de emissoras vinculadas com o capital externo notadamente norteamericano. Cuba já foi um paraíso antes dos charutos daquele falso comunista barbudo e figura pop dos anos 70 trazerem o mal do amor a Deus para nós e com isso toda a idumentária capitalista: como bancos e Estado. Portanto as mal intencionadas novelas brasileiras devem ser combatidas sem piedade! Até porque todas elas pregam o amor dominador burguês, o amor que tenta subjugar o povo em uma condição de inferioridade, mas tenho confiança nos brasileiros que podem contar com jornais como o Opinião Popular para prostestar. Chega do amor escravizador, camaradas! Chega de Charutos em Cuba! E Chega de Novelas no Brasil!

HECHO EN HAVANA.

***

Espero que tenha sido possível me entender, mas acho que uma semana de curso gratuito de português pela rede mundial dos computadores me deu um português razoável. Corrijam-me se estiver errado, por favor.
Contribuição para a causa às 23:29

Ou dê sua contribuição democrática através do Livro de Rostos:
Anonymous beto, ÀS 22:22 DISSE: 
Putz... que bom texto... gostaria que o mundo tivesse chance de sentir esta certeza que tenho dentro de mim, de tudo que existe a minha volta.

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