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segunda-feira, agosto 13, 2012
A indústria cultural e a devastação causada pelos apelidos na psique coletiva
Operário Sindicalizado

Também em O iluminismo como mistificação das massas, Adorno e Horkheimer apontam acertadamente para outro mal que aflige as sociedades ocidentais devastadas pelo capitalismo sem rédeas de livre mercado protegido pelos estados nacionais e corporações burguesas.

Trata-se do uso de apelidos. Percebam:
"O próprio nome que mais se liga à magia hoje sofre uma transformação química. Transforma-se em etiqueta arbitrária e manipulável cuja eficácia pode ser calculada, mas mesmo por isso dotado de uma força e de uma vontade própria como a dos nomes arcaicos. Os nomes de batismo, resíduos arcaicos, foram elevados à altura dos tempos, sendo estilizados como siglas publicitárias - nos astros mesmo os cognomes têm essa função - ou sendo estandardizados coletivamente. Soa como antiquado, ao invés, o nome burguês, o nome de família, que, em lugar de ser uma etiqueta, individualizava o seu portador em relação à sua própria origem. Isso suscita em muitos norte-americanos um estranho embaraço. Para mascarar a incômoda distância entre indivíduos particulares, chamam-se entre si Bob e Harry, como membros substituíveis de times. Esse hábito reduz as relações entre os homens à fraternidade do público desportivo, que protege da verdadeira fraternidade."
Outrora as pessoas se tratavam por seus nomes completos e arcaicos. Atualmente, o capitalismo reduziu suas relações à mera busca de produtos nas prateleiras. Fredericos se tornam Kikos, Josés Carlos se tornam Zecas, e aquela proximidade típica que se dá quando usamos nomes formais no meio das conversas se perde. Não nos tratamos como homens, mas como coisas a serem possuídas e consumidas.

Observemos a instituição esportiva em nosso país. Em outros tempos, pode-se observar que os ídolos da massa ignara eram chamados por cognomes, apelidos, siglas publicitárias - como "Pelé", "Kaká", "Ronaldinho".

Como demonstrado pela consciência do povo investida em Adorno e Horkheimer, contudo, ao chamá-los por tais alcunhas, não estavamos senão privando-os de sua identidade e nos privando de uma convivência mais social e fraterna com nossos correligionários!

Há motivos para esperança, porém! Embora ainda estejamos a uma certa distância, os nomes usados por "jogadores" no time nacional de futebol brasileiro, como Leandro Damião, Thiago Silva e Daniel Alves, já representam um despertar da consciência da fraternidade anti-desportiva dentro do próprio esporte.

O mal causado pelos apelidos não pode ser subestimado. O capitalismo, em sua forma dominadora via indústria cultural, vence toda vez que chamamos nossos camaradas por nomes fora de sua totalidade.

Com frequência, colegas de sindicato - tentando aparentar proximidade mas tão somente distanciando nossas relações fraternas - me chamam por apelidos e contrações de meu nome de batismo, como "Op", ou "Sindi". Ao que eu insisto ser chamado "Operário Sindicalizado", nome que me fora agraciado de nascimento e pelo qual desejo ser chamado para não ser reduzido a uma mera etiqueta manipulável.
Contribuição para a causa às 12:42

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