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terça-feira, setembro 04, 2012
Explicação marxista-operária para o alto preço de veículos auto-motores no Brasil
Operário Sindicalizado

A elite burgoneofascista que infecta o solo em que pisa o proletário brasileiro acaba de descobrir que seu reacionarismo os levou a pagar "preços" exorbitantes por veículos automóveis no Brasil.

A mídia burguesa, percebendo a crise iminente, o sangue que jorra sem estancar do moribundo sistema capitalista, tenta apaziguar os ânimos, reportando supostos problemas na produção de carros nacional - a saber, que o lucro das montadoras chega a ser três vezes maior do que no bastião do neoliberalismo mundial, os Estados Unidos da América.

Os lucros que estufam os bolsos dos especuladores no Brasil, inclusive, são duas vezes maiores que a média mundial, como mostra o gráfico que coletivizamos do sítio fascista O Globo:


A revolta da elite, que percebe o individualismo burguês voltar-se contra seus interesses

Ora, não se iludam, reacionários!

O sistema de produção nacional é falido! Não há ataduras que cicatrizem as feridas da produção intensiva do capital.

Dos lucros exorbitantes (não há lucros que não o sejam) observados em território nacional podemos concluir, sem medo de errar, que o Brasil é três vezes mais capitalista que os Estados Unidos.

Ora, o que são os lucros?

Nada além da mais-valia extraída dos trabalhadores.

Eu, Operário Sindicalizado, trabalhador do ABC paulista, sei bem disso, porque sou vítima da Lei de Ferro dos Salários, que preconiza corretamente que, sob o capitalismo, os rendimentos do Proletariado não deixarão o nível da subsistência. O arrocho salarial que sofremos em nossas funções, em que temos média salarial de R$6.1 mil reais mais benefícios nas montadoras, não deixa restar o bastante senão para comer macarrão com salsicha na hora do almoço.

Isso prova que os "empresários" brasileiros são três vezes mais gananciosos que os empresários estadunidenses e duas vezes mais gananciosos que os empresários do resto do mundo, em média.

Isso ocorre no setor automotivo. Nos demais setores de nossa economia igualmente insustentável, nossos empresários apresentam uma taxa normal de ganância.

O que isso indica?

Indica, nada mais, nada menos, que estamos nos estágios finais do desenvolvimento das forças produtivas no setor de automóveis neste país.

Com o desenvolvimento dessas forças produtivas e a ganância cada vez mais despudorada da burguesia, a mais-valia extraída dos trabalhadores tenderá a crescer sem rédeas. Nesse momento, os trabalhadores tomarão os meios de produção e instalarão a ditadura do proletariado. Com o fim da dicotomia entre estado e proletariado no setor automotivo, o comunismo será instalado e, como profetizou Marx, haverá uma era de abundância.

Teremos então carros se, quando, como, onde e por que quisérmos, dadas as opções aprovadas em comitê e votadas em assembleia geral unificada.

O carro-comunismo brasileiro é iminente.

Infelizmente a ganância nas outras áreas da economia ainda terá que aumentar para podermos ter esse milagre ocorrendo em toda nossa sociedade.

À REVOLUÇÃO!
Contribuição para a causa às 14:41

Ou dê sua contribuição democrática através do Livro de Rostos:
Anonymous Anônimo, ÀS 17:16 DISSE: 
Discordo da análise, assaz tendenciosa, do companheiro Operário Sindicalizado, essa visão conformista e diletante ainda mostra resquícios do ultrapassado marxismo tradicional. Isso é desinformação, muito me espanta se prestar ao papel de cupincha dos mencheviques, grandes sabotadores da Revolução, não há nada pior do que um trabalhador com alma burgofascista.

Em sua magnum opus, Das Kapital , Marques falou em queda tendencial da taxa de lucro dos meios de produção de mercadorias, fenômeno que corresponde à diminuição crescente da porcentagem de lucro sobre o capital investido. Tal ocorre porque existe uma pressão permanente para o aumento da extração de mais-valia relativa, como modo de vitória na corrida da concorrência de mercado, que dessubstancializa o valor, reduzindo, incontinenti, a massa de lucro por mercadoria produzida. Isso implica, necessariamente, num aporte crescente de capitais como modo de manutenção do volume do lucro, sob pena de sucumbência do produtor diante dos demais concorrentes. Assim, a regra é: quando mais aumenta a mais-valia relativa e diminui a taxa de lucro e a massa de valor produzida, maior deve ser o aporte de investimentos de capitais para manutenção do volume de lucro. Essas taxas de lucro observadas mostram que os Estados Unidos estão num estágio mais avançado no declínio implosivo desse modo de relação social. O desenvolvimento da tecnologia aplicada na produção de mercadorias implica numa redução da massa global de extração de mais-valia, daí se dizer que o capitalismo é uma contradição em processo (é a negação da negação), uma vez que elimina, inexoravelmente e irreversivelmente, a sua fonte de subsistência, o trabalho abstrato, tal qual como ocorre na fábula, onde se matava a galinha dos ovos de ouro para que ela produzisse cada vez mais.

À VERDADEIRA REVOLUÇÃO!

Anti-intelectual orgânico do Movimento do Desvalor.
Anonymous Anônimo, ÀS 06:34 DISSE: 
O Camarada do poster anterior tem autorização do Partido para discordar?
Se sim quero ver as cópias dos documentos de autorização.

Anonymous Sociológo quase-Francês, ÀS 00:51 DISSE: 
O post é muito bom para mostrar ao povo a realidade da exploração no setor automobilístico, mas infelizmente o autor flerta com teses reacionárias e acaba servindo aos interesses conservadores mais obscuros que existem na nossa sociedade.

A própria existência do carro como modelo de transporte é excludente e o verdadeiro revolucionário deve lutar por novo transporte, mais humano e igualitário.

Diria que nem mesmo a bicicleta é uma opção razoável, por representar o ápice da ideologia individualista e egoísta que nos causa tanto mal. O transporte revolucionário deve priorizar o sentimento coletivo e, para combater a burguesia reacionária, nossa única saída é a defesa do uso de ônibus triarticulados e metrôs com vagões coletivos. Esta última parte é essencial! Nós devemos lutar por veículos sem divisões entre os vagões, para evitar qualquer manifestação do sectarismo individualista e anti-popular da burguesia reacionária.

Sinto informar ao companheiro Operário Sindicalizado, mas o seu texto presta um grande serviço à pequena burguesia e eu me sinto no dever de combate-lo.
Anonymous Anônimo, ÀS 23:39 DISSE: 
Hahaha Poucas pessoas tem um humor tão inteligente como a pessoa que fez esse blog...

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